O tema da Actualidade

Este é um tema que eu acho que está demasiado debatido e sem se chegar a qualquer conclusão.
Num País em que temos uma sociedade, infelizmente maioritariamente analfabeta e inculta, que forma é aquela que os nossos políticos têm para nos falar sobre ABORTO??
Recebi um texto que achei interessante e que vai de encontro aos meus pensamentos sobre o assunto e passo a transcrevê-lo.
A DESPENALIZAÇÃO DO ABORTO
Sabendo que vivemos num mundo dual, onde os opostos coexistem, ou seja, não há dia sem noite, luz sem escuridão, céu sem terra, yin sem yang, vida sem morte, enfim sabendo que tudo o que existe no Universo tem o seu oposto, há que aprender uma lição essencial - a aceitação plena da coexistência simultânea dos dois. Pois ambos os opostos fazem parte da Unidade.
Com esta abordagem podemos ver que, em relação à despenalização do aborto, tanto são válidos e legítimos os argumentos que a defendem, como os que a condenam. Cada associação ou cidadão que defende qualquer uma destas opções terá as suas razões mas o que interessa diferenciar aqui é uma questão essencial
- A escolha é de cada um.
No livre-arbítrio ninguém tem o direito de interferir.
Cada um saberá decidir o que é para si, sabendo também as consequências que isso implicará.
Inclusivamente a nível kármico. Mas ninguém deverá fazer a sua opção só para agradar ou satisfazer o outro, a sociedade ou uma moral que encalha a própria liberdade individual.
Além do mais, convém sublinhar, como já tem sido esclarecido, que o que está em causa não é a defesa ou promoção do aborto, mas sim a despenalização do aborto. Que é uma questão inteiramente diferente. O que se está a referendar é se as mulheres devem obrigatoriamente ser penalizadas e criminalizadas por um gesto já de si tão devastador a nível emocional, e que tanto sofrimento traz a quem se vê obrigada a fazê-lo.
Pensando com a consciência, acha mesmo correcto que a lei criminalize desta forma uma decisão consignada pelo livre-arbítrio de cada um? Não será uma hipocrisia ter um enquadramento legal que no fundo acaba por condenar tantas mulheres à morte, graças à forma subversiva como têm de realizar a operação? Pense bem, quem é quem para decidir sobre a vida do outro? Seja da mãe, seja da criança?...
A escolha é sempre nossa, só nós saberemos o que fazer e qual a opção que devemos seguir. A isso se chama Liberdade de Escolha. E todos devemos saber respeitá-la.
(Este texto é a visão da autora. Não é uma canalização)
Até sempre,
Alexandra Solnado


1 Comments:
Já tentei antes do plebiscito fazer um comentário. Não tive sucesso pelas partidas que às vezes a tecnologia nos prega.
E o texto era: Gostei da forma distanciada como fazes a tua reflexão,. Sem tirar partido. Quanto a nós( angolanos)esperamos que a vossa experiência venha atiçar o debate sobre este assunto que também é preocupante. Já há quem aponte 10% de mortes maternas como estando associadas a abortos realizados em condições precárias.Tudo porque a legislação ainda é proibitiva, admitindo somente casos em que a continuidade do embrião/fecto venha a perigar a vida da futura mãe ou se saiba que o novo ser não venha a viver.
É ainda pouco debatido esse assunto e aprendizagens convosco não nos faltarão.
Soberano Canhanga.
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