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quarta-feira, outubro 25, 2006

Gostos Musicais

http://dulcepontes.net/downloads/stats.php?id=238+

Não há dúvida que por vezes, para mim pelo menos é, complicado definir gostos músicas.
Eu tenho uns gostos muito variados. Por vezes gosto mesmo dessas músicas comerciais, é a música que mais ouvimos, é aquela que nos vai entrando, pelo ouvido, uma, duas e três vezes e que nos vamos habituando a ela... quando por vezes nem é a que mais gostamos, mas habituamo-nos e vai ficando no nosso reportório de músicas.
Gosto tanto de música ligeira como até de alguma clássica. Sempre disse que simpatizava muito pouco com Opera mas o que é certo, dentro do género até gosto de Dulce Pontes e é um pequeno video clip que vos deixo aqui.

sexta-feira, outubro 20, 2006

A NOSTALGIA DE UM DIA CHUVOSO

Eu não tenho nada contra a chuva... nem posso claro está, também acho que ela faz bastante falta, mas não deixa de ser nostalgico, para mim, um dia de muita chuva. A falta que o sol me faz...
A minha imaginação também anda meio por baixo, mas hoje, neste dia de bastante chuva, lá fora, nós aqui dentro temos que nos distrair com alguma coisa, e então eu tento escrever qualquer coisa, vou falando a ver o que vai emergindo do meu pequeno pensamento que valha a pena falar. Miguel Torga, escreve para um belo dia, onde a chuva já passou há tempo...

'Oiço todos os dias,
De manhazinha,
Um bonito poema
Cantado por um melro
Madrugador.
Um poema de amor
Singelo e desprendido
Que me deixa no ouvido
Envergonhado
A lição virginal
Do natural,
Q é sempre o mesmo, e sempre variado'

Por isso os dias bonitos, mostram as sua beleza nos poemas da vida... os dias escuros, frios, chuvosos, mostram a nostalgia que muitas vezes se fixa na vida das pessoas e dificilmente consegue abandonar.

segunda-feira, outubro 16, 2006

A LIBERDADE

Hoje ocorreu-me falar deste assunto. Não vou falar de liberdade das mulheres, de direitos de igualdade e dessas coisas todas que os políticos falam quando não sabem o que aonde dizer. Desculpa se estou a ferir alguem com a minha introdução, mas sinceramente é o que penso.
Eu acho que nunca ninguém pode falar de liberdade, sem saber o que é a liberdade e sem saber como podemos conduzir a nossa própria liberdade.
Venho falar da liberdade de espírito. Eu sou livre a partir do momento em que me posso mover, estar, permanecer e viver, segundo os meus padrões, sem amachucar os padrões de outras pessoas e sem me sentir estagnada na rotina das coisas e situações.
Hoje mandei um mail a um amigo meu, o mail era simples, o assunto tratava de uma declaração de amor, mas quando se abria o mail dizia-se, na traseira de um automóvel "atéka inspecção nos separe". Será que não podemos amar alguém, ter com essa pessoa uma relação saudável, onde cada um tem o seu espaço e os dois juntos têm um espaço em comum... sem que se considere traição o simples facto de se conviver com pessoas diferentes. Estarei eu errada, nesta minha dedução que eu acho lógica???

quarta-feira, outubro 11, 2006



"Cores de todas as manhãs,
manhãs de todas as cores.
Dia de todas as luzes,
luzes de todos os dias.
Noite de todas as luzes,
luzes de todas as noites.
Gotas de orvalho das flores
e flores com gotas de orvalho.
Pássaros que os dias festejam
e dias que festejam os pássaros.
Céu de todos os azuis
e azuis de todos os céus.
Cristalinas águas das fontes
e fontes de águas cristalinas.
Mundo de todos os sons
e sons de todos os mundos.
Dizei-me oh, coisas divinais:
por que em tudo isso me reflito
e tudo me faz pensar em ti ?...

"Nós e natureza de Epitácio Mendes Silva

O Ser


Muitas vezes me pergunto... na sociedade em que vivemos, em que a forma de se descobrir o que quer que possamos deixou de ser tabu, nas suas mais infindáveis formas, porque é que as pessoas tendem sempre a fechar os olhos ao que é obvio e caminham na escuridão até um dia se lembram de puxar o cordão e acender a luz?
Será que as pessoas não conseguem ver que o sol brilha todos os dias, tornando os dias claros e luminosos? que são poucos os túneis que se tem de atravessar, senão somente aqueles que nós mesmo criamos para não vermos o que não nos interessa? Fala-se da cegonha... tadinha enfia a cabeça na areia quando a coisa se complica... mas se olharmos bem todos somos um pouco assim, alguns bem mais que outros. Também há os que não enfiam a cabeça mas escondem as formas, os meios, as ideias, o proprio ser, vestindo uma roupa que não é sua e usando uma máscara pensando que assim conseguem viver melhor. Será que essas pessoas não vêm que um dia as roupas rasgam-se, deterioram-se e perdem-se no tempo? que a máscara cai, a peça que representam acaba, o pano desce e a realidade é bem diferente?
Não seria bem mais simples cada um ser aceite na sociedade pelo que é, mesmo sendo feito em barro tosco do que tentar moldar o barro para criar uma bela peça de porcelana?
Este meu discurso todo parte de olhar a sociedade... do lado de fora e ver tanta coisa que vai-se banalisando, valores que se vão perdendo, individualismo que se vai criando e crescendo cada vez mais.
Eu sei que por vezes é poetico de mais esta conversa toda, sei também que, embora não sendo uma pessoa idosa, nem tendo uma idade avançada por aí além, fui criada acreditando em valores morais, em padrões de vida que hoje se vêm cada vez mais destruídos.

DESCULPAS

Peço desculpa aos meus amigos leitores do meu blog pela minha ausência literária.
Acontece que por vezes o tempo escasseia, varre-se da memória qualquer veia literária, qualquer ideia plausivel e daí a escassez de escrita.
Penso porém que por todos este motivos tão inspiradores eu possa estar desculpada pela ausência. Voltei hoje com o fim de escrever qualquer coisa inspiranda em algo que surge no nosso quotidiano, vamos a ver é se surge.