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sexta-feira, fevereiro 23, 2007

AS CRIANÇAS

Voltando ao aspecto do aborto... O que mais me revolta nesta questão toda é achar que as mulheres não têm brio por elas mesmas ou então são masoquistas e más por natureza...

Tivemos há pouco tempo uma votação sobre a liberalização do aborto onde tivemos uma percentagens de abstenção de mais de 50%. Dias depois aparece uma noticia no Jornal...

"Há cada vez mais crianças vítimas de violência"... outras ainda relativas a crianças de meses que aparecem nos hospitais vitimas de maus tratos... Eu pergunto em que País vivemos nós??? que pretendem fazer as pessoas que se abstiveram e as que votaram a favor... perante um cenário cada vez maior de um número de crianças e recem-nascidos mortos por maltratos ou quando não mortos ficam cheios de marcas e truamas provocados por esses maus tratos... Que deve fazer uma sociedade para preservar o bem querer, a vontade de viver e a vontade de sentir e vibrar com a vida que somos capazes de criar.

Todo o ser que vem ao mundo deverá ser um ser desejado, belo e amado. Custa-me ler certas notícias e então tratando-se de seres inofencivos que desgraçadamente nem sequer têm o direito de pedir... pedir para viver, pedir que o deixem vir ao mundo, pedir para ser amado, é revoltante. Que mães são essas que poem um filho no mundo e fazem dele um saco de boxe a seu bel prazer? terão essas pessoas o direito de serem mães?

quinta-feira, fevereiro 22, 2007


"Eu sou a terra, eu sou a vida.

Do meu barro primeiro veio o homem. De mim veio a mulher e veio o amor.

Veio a árvore, veio a fonte. Vem o fruto e vem a flor.

Eu sou a fonte original de toda vida.

Sou o chão que se prende à tua casa. Sou a telha da coberta de teu lar.

A mina constante de teu poço.

Sou a espiga generosa de teu gado e certeza tranquila de teu esforço.

Sou a razão de tua vida.

De mim vieste pela mão do Criador, e a mim tu voltarás no fim da lida.

Só em mim acharás descanso e Paz.

Eu sou a grande Mãe universal. Tua filha, tua noiva e desposada.

A mulher e o ventre que fecundas. Sou a gleba, a gestação, eu sou o amor.

A ti, ó lavrador, tudo quanto é meu.Teu arado, tua foice, teu machado.

O berço pequenino de teu filho. O algodão de tua veste e o pão de tua casa.

E um dia bem distantea mim tu voltarás.

E no canteiro materno de meu seiotranquilo dormirás.

Plantemos a roça. Lavremos a gleba.

Cuidemos do ninho,do gado e da tulha. Fartura teremos e donos de sítio felizes seremos."


"O Cântico da Terra (Hino do Lavrador)" de Cora Coralina

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

No rescaldo das eleições

A eleição lá correu com uma grande percentagem de abstenção.
Essa abstenção terá sido devida a quê?? ao facto de as pessoas andarem um pouco saturadas?? ao facto de o tema ter sido demasiado debatido?? à confusão gerada em torno do tema em votação? ou ao facto de as pessoas já não se importarem com rumo das coisas que acontecem neste país e que de alguma forma dizem respeito a todos?
Mas com uma grande abstenção lá ganhou a despenalização do aborto, agora ficamos à espera que realmente seja feito alguma coisa por forma a criar as condições ideais para que não se banalize uma situação que não favorece de forma nenhuma a condição da mulher.
Eu não sou uma feminista, nunca fui, mas prezo a minha condição de ser mulher, de ter os meus previlégios os meus direitos e de me sentir estimada. O nosso sistema de saúde está um caos, e não favorece a jovem que está a caminhar nos seus primeiros passos da sexualidade. Por sua vez os pais que a nossa sociedade tem, não estão preparados para poderem falar com os filhos sobre a sua sexualidade sem tabus, continuam com a ideia que as coisas só acontecem aos filhos dos outros e não aos seus. A sexualidade na escola, que deveria ser uma matéria obrigatória desde os primeiros anos, tem uma componente educacional muito fraca, pk não existem professores disponíveis para leccioná-la. Será a sexualidade uma matéria assim de tão difícil abordagem? Será a sexualidade uma matéria inconveniente para a maioria das pessoas? de que se tem medo afinal?

terça-feira, fevereiro 06, 2007

O tema da Actualidade


Este é um tema que eu acho que está demasiado debatido e sem se chegar a qualquer conclusão.

Num País em que temos uma sociedade, infelizmente maioritariamente analfabeta e inculta, que forma é aquela que os nossos políticos têm para nos falar sobre ABORTO??
Recebi um texto que achei interessante e que vai de encontro aos meus pensamentos sobre o assunto e passo a transcrevê-lo.

A DESPENALIZAÇÃO DO ABORTO
Sabendo que vivemos num mundo dual, onde os opostos coexistem, ou seja, não há dia sem noite, luz sem escuridão, céu sem terra, yin sem yang, vida sem morte, enfim sabendo que tudo o que existe no Universo tem o seu oposto, há que aprender uma lição essencial - a aceitação plena da coexistência simultânea dos dois. Pois ambos os opostos fazem parte da Unidade.
Com esta abordagem podemos ver que, em relação à despenalização do aborto, tanto são válidos e legítimos os argumentos que a defendem, como os que a condenam. Cada associação ou cidadão que defende qualquer uma destas opções terá as suas razões mas o que interessa diferenciar aqui é uma questão essencial
- A escolha é de cada um.
No livre-arbítrio ninguém tem o direito de interferir.
Cada um saberá decidir o que é para si, sabendo também as consequências que isso implicará.
Inclusivamente a nível kármico. Mas ninguém deverá fazer a sua opção só para agradar ou satisfazer o outro, a sociedade ou uma moral que encalha a própria liberdade individual.
Além do mais, convém sublinhar, como já tem sido esclarecido, que o que está em causa não é a defesa ou promoção do aborto, mas sim a despenalização do aborto. Que é uma questão inteiramente diferente. O que se está a referendar é se as mulheres devem obrigatoriamente ser penalizadas e criminalizadas por um gesto já de si tão devastador a nível emocional, e que tanto sofrimento traz a quem se vê obrigada a fazê-lo.
Pensando com a consciência, acha mesmo correcto que a lei criminalize desta forma uma decisão consignada pelo livre-arbítrio de cada um? Não será uma hipocrisia ter um enquadramento legal que no fundo acaba por condenar tantas mulheres à morte, graças à forma subversiva como têm de realizar a operação? Pense bem, quem é quem para decidir sobre a vida do outro? Seja da mãe, seja da criança?...
A escolha é sempre nossa, só nós saberemos o que fazer e qual a opção que devemos seguir. A isso se chama Liberdade de Escolha. E todos devemos saber respeitá-la.
(Este texto é a visão da autora. Não é uma canalização)
Até sempre,
Alexandra Solnado

Itália

Aqui estão algumas fotos que recolhi da minha viagem.

A parte onde eu estive é bem bonita, não sei se toda a Itália é assim, possívelmente não, mas esta zona do norte é. Mas nada melhor do que ver para crer. A serra coberta de Neve -
PIANCAVALLO


ALGUNS MONUMENTOS EM TRIESTE

Umas Férias em Itália


Pois é... estive uma semana de férias por Itália. Fui visitar uma prima minha que é quase como uma filha, pois criei-a desde os 2 anos de idade e já lá vão 24...
Ela está lá... casou com um americano e acabou de ter um rapazito, por isso fui visitá-la e ver como estava o "meu neto"...
Além de ver que tudo estava bem com ela e com o menino, também passeei por algumas partes de Itália para conhecer um pouco. Não não fui a Roma... senão tinha de ir ver o papa :)
Estive numa estância de ski com uma série de pistas numa serra designada PIANCAVALLO, estive perto de neve... que lindo... que espectáculo.
Fui a Udine onde visitei o estádio de futebol do Udiness, também fui a Trieste ver alguns monumentos, trabalho de casa do Ricardo solicitado pela professora de História das Artes e finalmente fui visitar Veneza.
Veneza é uma cidade encantadora, pena estar a perder-se, a afundar-se, os autocarros e os taxis naquela cidade são os barcos, pois não existe outro meio de locomoção. Vi centenas de máscaras de carnaval, qual delas mais bonita... vi fatos lindos de Arlequim e Concubina.
Enfim digamos que foi uma semana cheia de novidades, momentos lindos e divertidos... somente tenho uma coisa a dizer... os italianos são extremamente antipáticos e muito pouco hospitaleiros. Têm uma condução péssima e são demasiado stressados para o meu gosto.